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Bruxaria Contemporânea Mundo

A internet tornou a bruxaria popular. Agora as lojas de ocultismo estão voltando para a rua.

Reportagem da Fast Company mapeia a expansão de lojas metafísicas físicas na América do Norte.

The shop front of Watkins Books, an esoteric book shop located in Cecil Court, a street filled with small book dealers. In addition to books on astrology and magic, the shop often has a fortune teller in the window.
Foto: Watkins Books, Cecil Court · Tom Morris · CC BY-SA 3.0 — via Wikimedia Commons
Por Chaos Society 5 min de leitura Fonte: Fast Company / The Wild Hunt

O movimento contraria a lógica das duas últimas décadas: depois de migrar em massa para o comércio eletrônico, o varejo de ocultismo está reabrindo portas físicas nos Estados Unidos e no Canadá.

A reportagem da Fast Company atribui o movimento a três vetores combinados: a popularização via #WitchTok, a maturidade do e-commerce do setor e o efeito de produções audiovisuais de grande alcance sobre o tema.

O que mudou não foi a prateleira, foi a função da loja. Os estabelecimentos mapeados operam como pontos de encontro comunitário — com aulas, oficinas, leituras e rituais no calendário —, e não apenas como venda de velas, ervas e cristais. Entre os exemplos citados está a The Green Man, loja metafísica de Burbank, na Califórnia.

A leitura de negócio é simples e vale para o Brasil: o produto do setor é commodity e sofre com preço de marketplace; o que não se compra em plataforma é presença, pertencimento e ensino. A loja física deixou de vender objeto e passou a vender frequência.

Em paralelo, a Vogue publicou uma reportagem sobre a cena de bruxaria de Los Angeles, com destaque para o espaço Witch's Cottage, em North Hollywood, e para o papel dessas casas como ambiente de acolhimento para mulheres e pessoas LGBTQ+.

“A loja física deixou de vender objeto e passou a vender frequência.”— Síntese da apuração — Chaos Society

Comunidade é o que a plataforma não entrega

O varejo do oculto descobriu o que outros nichos levaram mais tempo para aceitar: o diferencial defensável é o encontro, não o estoque.

Para lojistas brasileiros do setor, o roteiro está dado — programação recorrente vale mais que catálogo.

#WitchTok #Varejo #LojasMetafísicas #FastCompany

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