O tema saiu da nota de rodapé. A Tate Publishing tem previsto para 2026 o lançamento de “Beyond the Supernatural: Magic in Contemporary Art”, com obras novas preparadas para exposição em 2026 e 2027.
O trabalho está ligado à pesquisadora Amy Hale, cuja produção acadêmica sobre magia e arte contemporânea vem sendo referência no campo. A publicação por um selo do porte da Tate marca a consolidação do assunto como área de estudo curatorial legítima.
Em paralelo, o Center for the Study of Ideas and Practices realiza sua conferência inaugural, com o tema “Creative Practices and Bridging the Invisible”, em formato on-line, de 15 a 17 de outubro de 2026.
O evento acontece junto com a exposição de arte “Holding a Bright, Untroubled Sky: Visioning a Better World through Magic”, na Universidade da Carolina do Norte em Charlotte, com curadoria da própria Amy Hale.
O movimento acompanha o que já se via em Daoulas, na França: instituições de arte tratando magia como campo de investigação estética e histórica, não como tema sazonal de Halloween.
“Instituições de arte passaram a tratar magia como campo de investigação — não como tema sazonal de outubro.”— Síntese da apuração — Chaos Society
Legitimação acadêmica muda quem publica
Quando um selo como o da Tate assume o tema, muda o padrão de exigência bibliográfica de todo o campo.
Para pesquisadores brasileiros, é janela concreta de publicação e de diálogo internacional.