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As estátuas jogadas no rio Tibre voltaram ao debate no Vaticano.

Cardeal Robert Sarah retomou a crítica ao episódio da Pachamama no Sínodo da Amazônia de 2019.

"Roma medievale, il volto perduto della città" (2022-2023 exhibition)
Foto: Artista attivo a roma, il tevere a ponte rotto, 1700-50 ca. (museo di roma) · Francesco Bini · CC BY-SA 4.0 — via Wikimedia Commons
Por Chaos Society 5 min de leitura Fonte: The Wild Hunt

O episódio tem sete anos e continua sendo o ponto mais inflamável da relação entre a Igreja Católica e as religiosidades indígenas: estátuas identificadas como Pachamama, expostas durante o Sínodo da Amazônia, foram retiradas de uma igreja em Roma e atiradas no Tibre.

A retomada veio de declarações do cardeal Robert Sarah, que voltou a criticar a condução do papa Francisco no caso e, de modo mais amplo, a abordagem do diálogo inter-religioso. O debate original envolveu também os nomes dos cardeais Raymond Burke e do bispo Athanasius Schneider.

Os fatos do episódio são conhecidos: durante o Sínodo de 2019, figuras associadas à Pachamama — divindade andina ligada à fertilidade e à terra — foram expostas nos Jardins do Vaticano e na igreja de Santa Maria in Traspontina. O austríaco Alexander Tschugguel retirou as estátuas e as jogou no rio Tibre. As peças foram recuperadas, e Francisco pediu desculpas pela ofensa causada.

No centro da divergência está uma frase de Francisco, que comparou as religiões a “línguas diferentes que podem levar a Deus” — formulação repetida em encontro inter-religioso em Cingapura, em 2024, e rejeitada pela ala que a considera relativismo.

Para quem acompanha o tema pelo ângulo do ocultismo e das religiosidades tradicionais, o caso é um marcador útil: mostra que a fronteira entre inculturação e sincretismo continua sendo disputada dentro da própria instituição, e não apenas por críticos externos.

“As estátuas foram atiradas no Tibre, recuperadas do rio — e o papa pediu desculpas pela ofensa causada.”— Síntese da apuração — Chaos Society

A disputa é interna, e continua aberta

O episódio da Pachamama virou taquigrafia para uma briga maior sobre até onde vai o diálogo com religiosidades não cristãs.

Acompanhar essa disputa importa a quem estuda sincretismo — inclusive no Brasil, onde a fricção é cotidiana.

#Pachamama #Vaticano #Sincretismo #Amazônia

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